Sábado, 22 de Março de 2008

O CACHECOL DA PRECIOSA

 

 

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       Na noite do almoço, em Mação, aos trinta de Junho de 2007, em plena Feira Amostra, encontrámos a Preciosa.

       A Preciosa, quando andávamos no quinto ano, seria, talvez, caloira.  Não me recordo!

         Obviamente que falámos do Colégio e contou-nos uma peripécia deveras engraçada.

………………………………………………………………………

 

         Todas as vezes que ela [Preciosa] passava pela loja do Sr. Manuel Marques, o pai da Cremilde, a Cremilde Marques Gigante,

 

  

            [  Gravura de um tempo anterior ao tempo a que aqui se alude…

    …mas que tem a curiosidade de mostrar a Rua de Sacadura Cabral,

    espaço físico suporte das sequências descritas!

           Lá em baixo, à esquerda, estaria a loja do Sr. Manuel Marques…

           A Torre do relógio indica o início da Calçada de S. Pedro, que

   leva ao Colégio…

            Por aqui circulavam as personagens desta história…  ]

 

encantada com os cachecóis expostos, não resistia:

 

         - Ó! Sr. Manuel Marques, dê-me um cachecol destes!

 

         Claro, o Sr. Manuel Marques fazia ouvidos de mercador…

 

         E tantas vezes a Preciosa pediu o objecto dos seus sonhos, que, um belo dia, o Sr. Manuel Marques lhe propôs:

 

         - Sim, dou-te um cachecol, mas é preciso que vás correr a malta do quinto ano à pedrada!  [ A malta do quinto ano éramos nós… ]

 

         A pobre da Preciosa sentiu ir por água abaixo a peça que tanto ambicionava…mas não por se achar incapaz de correr a rapaziada do quinto à pedrada, como se esperava!  

 

Não! Isso nunca!!! Jamais, jamais jamais… [ à portuguesa ou à francesa! ] 

 

Pensou, pensou… e…

 

         - Sim, Sr. Manuel Marques, eu corro-os à pedrada…, mas…, depois…, o Lalanda!!!???

 

         O Sr. Manuel Marques, perante tal resposta e estupefacto, rendeu-se à intrepidez da miúda:

 

         - Sendo assim… leva lá o cachecol!!!

 

         Apenas o Professor Lalanda a intimidava!

 

         Uma mulher d’ armas!!!

 

SócratesDaqui

 

 

 

publicado por Aristófanes às 05:59

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Sábado, 8 de Março de 2008

GRAMÁTICA MODERNA

GRAMÁTICA  MODERNA 1

 

 

 nº. 1   21.III.1948:

 

                                               [1ª. pág., canto inferior esquerdo]

 

 

 

Verbos … alegremente intransitivos:

 

                        cabulei, cabulaste, cabulou

                        cabulámos, cabulastes, cabularam …

 

 

Verbos … ridiculamente intransitivos:

 

                        chumbei, chumbaste, chumbou,

                        chumbámos, chumbastes, chumbaram …

 

 

Verbos … tardiamente intransitivos:

 

                        chorei, choraste, chorou,

                        chorámos, chorastes, choraram…

 

                                   [tarde piaste]

 

 

Verbos … dolorosamente transitivos:

 

                        e os pais … pagaram …

 

 

***

 

Nesta brincadeira gramatical, cujo autor é o Prof. Lalanda, está sintetizada boa parte da «filosofia» do colégio!

  

SócratesDaqui

 

 

1- Com este texto encerramos o capítulo!  Creio que nada mais do publicado diz  respeito à nossa turma, salvo referências pontuais a condiscípulos nossos no corpo de um ou outro artigo, sem grande relevância .  É certo que nem esta «Gramática Moderna» se relaciona connosco, mas, como já acima se referiu, ela define uma certa orientação que diz respeito a todos.

publicado por Aristófanes às 20:10

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Quarta-feira, 5 de Março de 2008

DICHOTES

 

 

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DICHOTES

 

 

 nº. 1   21.III.1948:

 

 

- Que o Abílio não continuou a resolver os problemas, porque se lhe partiu a … perna  do lápis.

 

 

- Que o Artur de Penhascoso chamou ao coelho ave de capoeira.

 

 

- Que o Elvino, redigindo sobre a utilidade dos animais domésticos, disse que uns nos faziam companhia de dia, outros de noite..

Para estes, Elvino, aconselhamos D.D.T.

 

 

 

*****

 

 nº. 2   18.IV.1948:

 

                  - Que o Carrega viu um pedaço de «Andorinha» na rua.

                        - Quem seria o bárbaro? exclamou, indignado. [1]

 

                  - Que o João Luís do 1º. ano, quis experimentar a resistência do fundo do tanque do Jardim Público, e… atirou-se-lhe de cabeça.

             Olha, João Luís, atira-te do mesmo modo aos livros, se não mergulhas…

 

 

            Nota do compilador:

                                                  Nesta altura, o João Luís andava na admissão.

 

 

*****

 

 nº. 8   15.I.1950:

 

 

- … que, depois das férias, o Rocha explicou-se bem em «Português» e   ficou mudo em «Francês».

Por patriotismo ?

Deixe-se de excepções. Estude-lhe e estude-lhe bem, para sua felicidade.

 

  

ïïïïï    õõõõõ       ïïïïï

 

 

            Eu tinha uma razoável lista de «dichotes» [2], ocorridos durante as aulas, mas o acidentado do meu percurso existencial, com a casa, frequentemente, às costas e por diversas paragens, fez desaparecer o caderno onde os anotara!

            Divulgá-los- ia aqui, anónimos, é claro! Mas…

 

Lembro-me apenas de quatro e somente da paternidade de três!

 

Ei-los:

                        I   «O turismo suiço é uma potência mundial

 

                      II    «…e, na encosta, ouvia-se o barulho das pedrinhas rio abaixo, rio acima…»

 

                                 III   Na cadeira de português, num ponto, pedia-se que puséssemos no superlativo absoluto simples todos os adjectivos que  reconhecêssemos num determinado período. Entre outros havia o vocábulo  árabe, que, não me recordando do texto, não posso dizer se se tratava de um substantivo ou de um adjectivo. Sei, isso sim, que um de nós escreveu:    

                                                                                          arabíssimo  !!!

 

                                 IV      ???   Estávamos na aula de inglês… e certas palavras, quando lidas indevidamente, são muito «traiçoeiras»…  e nesta situação o Dr. Baptista agravou o cenário, proferindo a má pronúncia três vezes, não dando conta!!!

                      

         Suponhamos  que  a  palavra  inglesa  bem  pronunciada  era:  

e  mal  pronunciada era:  !

                                                                                                                                                      

         Tratava-se do título do texto:   The 

                      E a/o discente leu:       The  ☻                   

 

                      Eis a correcção feita pelo Dr. Baptista, dita com todas as  letras  e com a  mais calma e serena das naturalidades: 

 

  

                                         -Ó … [nome do/a discente]:  Qual   nem meio      é  e não é !!!

 

 

= palavrão [1] !

 

*****

 

Do primeiro, do terceiro e do quarto, lembro-me da paternidade… mas de maneira nenhuma a revelarei !

Do 2º, apenas sei  que ocorreu numa redacção, ainda no Colégio da Quinta !

 

         Se alguém se lembrar de outros «dichotes», conto que mos envie, via correio electrónico» [ socratesdaqui@sapo.pt ] , conquanto o faça sem indicar a paternidade, mesmo que a saiba!!!   

 

         Divulgar-se-ão para nosso divertimeto. E só será divertido, se, continuadamente,  nos interrogarmos, retoricamente: e este, de quem será?  Sem nunca nos interessar, verdadeiramente,  saber de quem é!!!

 

SócratesDaqui

 

 



[1]  - Isto de palavrões tem que se lhe diga!!!     Naquele tempo, graças a uma

          formação humanista generalizada, havia grande comedimento… e este tipo

         de palavrão a que me  refiro  ouve-se hoje com frequência na  boca de gente

         de «luva e de  colarinho»---

 

 

 

 

publicado por Aristófanes às 10:33

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Terça-feira, 4 de Março de 2008

Prosadoras e Prosadores da nossa Turma

 

PROSADORAS   E   PROSADORES   

DA   NOSSA   TURMA

 

I

 

 

nº. 1   21.III.1948

 

 

 

 

Notas do compilador:

 

                    I –  Nesta altura, a Engrácia e a Maria do Céu andavam na 

                          admissão!

 

                   II – Qual a razão do título, que me parece inadequado, e por isso  

                          suspeito que tenha havido troca na tipografia ?

 

                  III – Por que motivo  os noivos pedem perdão aos pais?

 

          A Engrácia e/ou a Maria do Céu poderão esclarecer as duas últimas notas?

          Claro, se as lerem! …  

          Endereço electrónico:    socratesdaqui@sapo.pt

 

 

 

 *****

II

 

 

 

 

nº 8  15.I.1950

 

 

 

 

 

 *****

 

III

 

nº 8  15.I.1950

 

 

 

*****

IV

 

 

 

nº 8  15.I.1950

 

 

  

 

SócratesDaqui

 

 

publicado por Aristófanes às 10:52

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Domingo, 2 de Março de 2008

POETISAS E POETAS DA NOSSA TURMA

 

 

 

 nº 1 - 21.III.1948

 

 

  Ao tocar da campainha

  Eu fico logo a tremer

  Lembrar-me que sou chamada

  E não saber responder                                              Cremilde

 

 

 

 

 

* * * * *

 

 

 

 

 nº 2 - 18.IV.1948

 

 

  Já declarei guerra às moscas…

  Que bela declaração!

  Com elas todos embirram,

  As aranhas é que não…                                            Carrega

 

 

  Não tens pena de ser assim?

  Por que não sabes as lições? 

  É por isso que às vezes,

  Te sentes em aflições.                                               Branca

 

  Não tens pena de ser assim?

  Por que andas tão pintada?

  Põe menos bâton nos lábios,

  Não sejas endiabrada.                                              Maria do Céu

 

 

  Quando passas já pintada,

  Tu nem olhas para mim…

  Vê bem que vais mascarada…

  Não tens pena de ser assim?                                   Cremilde

 

 

 

* * * * *

 

 

 

 

 

  3  - 16.V.1948

 

  Ó menina lave a cara,

  Que a traz tão pintada.

  Quando a parede é fixe,

  Não precisa rebocada.                                             Maria do Céu

 

 

  Gosto muito das avezinhas,

  Gosto muito dos seus ninhos.

  Gosto mais das andorinhas,

  Que lindos os passarinhos!                                     Branca

 

 

  Que lindos os passarinhos!

  Nos seus ninhos chilreando.

  Bonitas as avezinhas

  Que aos anjos vão cantando.                                    Carrega

 

 

  É um encanto ouvi-los,

  Quando passam a cantar,

  Que lindos os passarinhos!

  Quem me dera assim voar!                                       Artur

 

 

  Que lindos os passarinhos!

  No seu belo pipilar,

  Só parecem companheiros

  Que nos vêm alegrar.                                               José Carlos

 

 

  Ui! Puxaram-me as orelhas,

  Ai! Mas que boa lembrança…

  Para me servir de emenda,

  E nunca voltar à dança.                                            Engrácia

 

 

  Ui! Puxaram-me as orelhas,

  E foi um bom conselheiro.

  Foi um polícia a guardar,

  Não voltei ao açucareiro.                                         Cremilde

 

 

  Por ter ido comer os bolos

  De que estava proibida,

  Ui! Puxaram-me as orelhas,

  Não fora eu atrevida.                                               Maria do Céu

 

 

 

 

* * * * *

 

 

 

Dos vates da nossa turma

Nada mais encontrei !

 

...............................

 

Entraram mais cedo em férias !

 

..............................

 

Foi mesmo o que eu pensei...!

 

 

  «Flores do meu jardim»

SócratesDaqui

 

Mais textos?

 

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publicado por Aristófanes às 16:25

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Sábado, 1 de Março de 2008

ANDORINHA

 

 

 

                                                                                                                           

            Em 1948, mais exactamente aos 21.III, saía o número 1 de Andorinha, [ o cabeçalho do 1º. número abre este texto ],  um jornal escolar, editado no  Colégio  D. Pedro V, cujos colaboradores privilegiados eram as alunos: textos, linografias…

 

Julgo que só saíram 7 exemplares, tendo o último sido o nº. 8, porque o antepenúltimo fora duplo: 5-6.  A minha dúvida surge da leitura de um texto inserto na pág. 2 do nº 8:

 

«Interrompida a publicação de Andorinha, vemo-la de novo levantar voo,  e,  se Deus quiser 1,  a maiores alturas,  e por mais tempo.»

 

 

«… a maiores alturas, e por mais tempo … »

 

Ter-se-ia cumprido este desideratum?   

 

Penso que não!!!

 

 

Teve vida efémera, portanto!!

 

Todos os números saíram em 1948, salvo o último, o nº 8, que apareceu aos 15.I.1950.  Aliás, não se entende esta interrupção! E muito menos se «entende» a reviravolta operada!!!  …Enfim … «mistérios que o império tece»!!!... 

 

 

         Vivia das vendas [de que os alunos se encarregavam], de assinanturas e dos anúncios apresentados de maneira humorística!

        

         Nos exemplares de Andorinha que possuímos, os acima referenciados, respigámos tudo, salvo alguma desatenção, o que foi produzido pela nossa turma e tudo quanto acerca dela se disse, reunindo tudo isto  em três séries, que, sucessivamente, aqui reproduziremos:

                                                                                                                                                                      

                         1 - Poetisas e Poetas de a nossa turma;

                                                                                               

                         2 - Prosadoras/es de a nossa turma; e

                                                                                       

                         3 - Dichotes 2

 

 

 

                                    

                                                                                           

                                                                                              

SócratesDaqui



- Parece que não quis!!!   [Como facilmente se depreende, esta nota não faz parte do texto citado!]

2 - Eu chamo «dichotes», impropriamente, é certo, a certos  lapsus linguae…ou  lapsus memoriae 

publicado por Aristófanes às 00:29

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